Dune II continua no topo da lista de desejos da GOG, mas um emaranhado de direitos autorais impede que o clássico de estratégia volte oficialmente às lojas modernas. A explicação veio de Marcin Paczynski, gerente sênior de desenvolvimento de negócios e parcerias da plataforma.
Lançado em 1992 pela Westwood Studios, Dune II ajudou a estabelecer a linguagem dos jogos de estratégia em tempo real e influenciou a própria série Command & Conquer. O problema é que seu retorno não depende apenas de encontrar uma cópia funcional do jogo.
A Electronic Arts ficou com o código, os materiais e os ativos da Westwood após adquirir o estúdio. Mas o jogo foi baseado no filme de 1984, e não diretamente nos livros de Frank Herbert. Isso coloca na mesma equação os direitos do filme, a sucessão do produtor Dino De Laurentiis, a Herbert Foundation e os acordos ligados às produções recentes de Dune.
Há ainda uma camada moderna: a Legendary Pictures licenciou jogos do universo para a Funcom, responsável por Dune: Awakening. Paczynski disse que existe uma cláusula de exclusividade, mas que a GOG não consegue afirmar exatamente como ela afetaria um relançamento do jogo de 1992.
O executivo chamou Dune II de um “santo graal” pessoal e explicou que a conta comercial também pesa. Mesmo com valor histórico, o relançamento talvez vendesse dezenas de milhares de cópias por um preço baixo — pouco retorno para uma negociação envolvendo vários grupos e contratos antigos.
Isso não significa que exista um relançamento em produção ou que a GOG tenha desistido de tentar. A declaração apenas mostra por que preservar jogos antigos não é sempre uma questão técnica: quando uma obra mistura aquisição de estúdio, adaptação cinematográfica e licenças que mudaram de mãos, colocar o arquivo à venda pode ser mais difícil do que fazê-lo funcionar em um PC atual.
Fontes: Video Games Chronicle; GamesRadar+.
