O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time nasceu também como uma aula prática para a nova geração de desenvolvedores da Nintendo. Em entrevista publicada pela empresa, Eiji Aonuma explicou que muitos integrantes atuais da Nintendo EPD não participaram do jogo original — e alguns nem tinham familiaridade profunda com ele.
A ideia foi reconstruir o clássico do Nintendo 64 para que a equipe estudasse sua estrutura, seu ritmo e as decisões de design que ajudaram a definir a série em 3D. Para Aonuma, esse processo poderia gerar novas ideias aplicáveis aos próximos jogos de Zelda.
O produtor disse que preferiu deixar os desenvolvedores decidirem quais elementos deveriam mudar. Em vez de impor uma lista de correções, ele observou como a equipe reinterpretaria o jogo e quais respostas encontraria para os desafios de adaptar uma aventura de 1998 ao Switch 2.
Uma das discussões envolveu os deslocamentos por Hyrule Field. Aonuma chegou a pedir pontos de teletransporte para reduzir as viagens, mas a equipe percebeu que os atalhos eliminavam parte da sensação de descoberta. A solução acabou sendo retirada.
O relato ajuda a explicar por que o projeto busca modernizar a apresentação e os controles sem abandonar o ritmo de exploração do original. Ocarina of Time chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro, como um dos lançamentos que marcam os 40 anos da franquia.
O que está confirmado é a filosofia de desenvolvimento descrita por Aonuma e Hidemaro Fujibayashi. A entrevista não detalha todos os recursos inéditos do remake, então qualquer conclusão sobre mudanças além das já mostradas continua sendo expectativa.
Fontes: Nintendo — Ask the Developer; Video Games Chronicle.
