O sindicato francês STJV acusou a Microsoft de ter congelado contratações na Arkane Lyon por 19 meses e depois usado os atrasos resultantes como justificativa para fechar o estúdio. A entidade afirma que Marvel’s Blade segue em desenvolvimento e que 217 funcionários continuam ameaçados enquanto a busca por um comprador prossegue.
O relato é uma acusação sindical, não uma conclusão independente sobre a produção. Segundo o STJV, a equipe considera que Blade está avançando bem e mantém um nível de qualidade compatível com trabalhos anteriores da Arkane, mas sofreu com falta de recursos e pressão durante a reorganização.
A Microsoft estendeu até dezembro o prazo para encontrar uma solução para o estúdio. Entre as possibilidades estão a venda da Arkane Lyon, uma independência negociada ou um acordo que permita concluir Blade; nenhuma dessas alternativas foi confirmada como fechada.
Relatos anteriores apontaram que a Ubisoft e pelo menos outras duas empresas teriam demonstrado interesse na compra. A negociação ainda estaria em estágio inicial, e o futuro do jogo depende do acordo que eventualmente sair — ou da decisão da Microsoft de mantê-lo dentro do grupo.
O sindicato também questiona o plano de demissão e pede participação dos trabalhadores na escolha de um eventual comprador, além de um pacote de proteção maior. Procurada sobre as novas acusações, a Xbox ainda não havia respondido à cobertura publicada.
O caso importa porque não trata apenas do destino de um estúdio conhecido por Dishonored e Deathloop. Ele coloca em foco o custo de interromper um projeto grande perto de uma possível conclusão e a distância entre a versão financeira de uma reestruturação e a experiência de quem continua produzindo o jogo.
Fontes: STJV — comunicado do sindicato; PC Gamer; GamesRadar+; Video Games Chronicle.
