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INDÚSTRIA02 de setembro de 20262 min de leitura

Sony diz à Justiça que consumidores sabem que não são donos dos jogos digitais

Em resposta a uma ação coletiva na Califórnia, a Sony afirma que jogadores entendem que compras na PlayStation Store são licenças, não propriedade.

Sony diz à Justiça que consumidores sabem que não são donos dos jogos digitais
Crédito da imagem: Wikimedia Commons — logotipo da PlayStation usado como ilustração.

A Sony Interactive Entertainment afirmou em uma petição judicial que consumidores razoáveis sabem que um jogo comprado na PlayStation Store é uma licença de uso, e não um produto que passa a ser propriedade do jogador. A manifestação tenta encerrar ou levar à arbitragem uma ação coletiva aberta por quatro usuários na Califórnia.

O processo questiona o uso de expressões como “Buy Now” e “Confirm Purchase” na loja digital. Os autores alegam que esses botões sugerem a compra de uma cópia do jogo, embora os termos da plataforma reservem à Sony a possibilidade de revogar o acesso em determinadas situações.

A defesa sustenta que os termos de serviço e o acordo de licença já informam que o software é licenciado, não vendido. A empresa também argumenta que não seria plausível falar em propriedade de um jogo digital quando várias pessoas podem obter o mesmo título ao mesmo tempo.

Para ilustrar esse raciocínio, a petição menciona dois autores que compraram Resident Evil Requiem em datas diferentes. Na lógica apresentada pela Sony, se o primeiro comprador fosse dono da unidade digital, o segundo não poderia adquirir o mesmo jogo depois.

Essa é uma tese da defesa, não uma decisão judicial. O processo ainda precisa avançar, e a discussão central é se os avisos exibidos ao consumidor são claros e visíveis o bastante para cumprir a lei californiana sobre bens digitais.

O caso ganhou peso no momento em que a Sony prepara uma estratégia sem discos para jogos novos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. Na prática, a disputa coloca em evidência a diferença entre pagar o preço integral de um lançamento e receber apenas uma licença vinculada à conta, sem os mesmos direitos de revenda e preservação de uma mídia física.

Fontes: Video Games Chronicle; GamesRadar+; Tom's Hardware; docket público do processo; termos oficiais da PlayStation.

Por Marina Costa

Indústria e bastidores

MC
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