O registro na página da Steam separa a campanha principal do modo Free Ride. Segundo a descrição, a história, os personagens e os diálogos da campanha foram escritos por uma equipe humana; já o modo opcional terá missões e diálogos localizados gerados por IA, podendo ser ignorado por quem preferir conteúdo narrativo escrito por pessoas.
A mesma nota diz que a trilha sonora misturará músicas feitas por humanos e faixas geradas por IA. A Saber afirma que as estações com conteúdo sintético serão identificadas dentro do jogo. A página também exibe a tag “Artificial Intelligence” entre os marcadores do título, que ainda não tem data de lançamento.
A mudança foi registrada pelo GameSpot neste sábado (15), depois de reportagens do PC Gamer e da GamesRadar+ sobre o caso.
Stella Sacco, que se identificou como ex-líder de roteiro do projeto, disse que foi retirada do jogo para que o texto restante fosse produzido com ChatGPT. A Saber negou que tenha substituído roteiristas por IA e afirmou que a história de Rideshare foi escrita por pessoas. A empresa, ao mesmo tempo, confirmou que um modo experimental de corrida livre usaria IA por causa da quantidade potencialmente ilimitada de passageiros.
As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo: a campanha pode ter roteiro humano enquanto sistemas opcionais usam geração automática. O ponto que continua sem confirmação independente é a alegação específica de Sacco sobre ter sido removida do projeto por causa do ChatGPT; por isso, ela deve ser tratada como relato da ex-funcionária, não como fato estabelecido.
O caso chama atenção porque a Steam exige que desenvolvedores informem o uso de conteúdo gerado por IA quando ele chega ao produto final. A atualização da ficha torna a prática mais transparente, mas não esclarece quando a divulgação foi adicionada nem quais ferramentas ou profissionais participaram de cada etapa.
Fontes: Steam; GameSpot; PC Gamer; GamesRadar+.
